quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Literatura + Música
Quem está acompanhando a mini-série Capitu,já pode reconhecer de cara essa música,cuja melodia embala o romance de Bentinho e Capitolina.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Florbela Espanca

AMIGA
Deixa-me ser a tua amiga,amor;
A tua amiga só,já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres
Que só de ti,me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?!O que quiseres
É sempre um sonho bom!Seja o que for
Bendito sejas tu por mo dizeres!
Beija-me as mãos amor,devagarinho...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando,ao sol,no mesmo ninho...
Beija-mas bem!...Que fantasia louca
Guardar assim,fechados,nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!...
----------------------------------------------------
Biografia:Florbela é considerada hoje em dia a mais sublime voz feminina da poesia portuguesa de todos os tempos.
Eu sou extremamente apaixonada por ela...e sei que a maioria dos blogs da BLOGAGEM(http://www.interludioemflor.blogspot.com/ )estarão a falar de sua respectiva biografia,não me entenderei nessa parte pois acho que o MELHOR de Florbela está em suas poesias!
E claro recomendo aos meus leitores o livrinho de bolso: A mensageira das violetas,daonde saiu essa linda poesia e muitas outras!
(...)
''Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.
FONTE:http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=59
Eu sou extremamente apaixonada por ela...e sei que a maioria dos blogs da BLOGAGEM(http://www.interludioemflor.blogspot.com/ )estarão a falar de sua respectiva biografia,não me entenderei nessa parte pois acho que o MELHOR de Florbela está em suas poesias!
E claro recomendo aos meus leitores o livrinho de bolso: A mensageira das violetas,daonde saiu essa linda poesia e muitas outras!
(...)
''Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.
FONTE:http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=59
Pelas belissímas poesias,ela merece todas as nossas homenagens!!!
domingo, 30 de novembro de 2008
é preciso SABER VIVER!
um espírito desencarnado,
uma alma sem vida,
indo de encontro as leis Divinas
sem motivações
ou esperanças
Buscando a PAZ,
na ilusão de encontrar uma saída !
Um suicida...''
-----------------------------------
P.S:não tô com idéias de cometer isso não,é um texto que fiz apenas!
que os suicidas encontrem a LUZ DIVINA!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Caio Fernando Abreu

''Sonhei que você sonhava comigo. Depois, fiquei aflito. E quase certo de que isso não tinha acontecido. O que aconteceu, sim, é que foi você quem sonhou que eu sonhava com você. Mas não posso garantir nada. Sei que estou parado aqui, agora, pensando todas essas coisas. Como se estivesse — eu, não você — acordando um pouco assustado do bonito que foi ter tido aquele sonho em que você sonhava comigo. Tão breve. Mas tudo é muito longo, eu sei. Estou ficando cansativo? Cansado, também. Está bem, eu paro. Apanhe outra vez aquele pedaço de feltro: desembace, desembaço. Choveu demais, esfriou. Mas deve haver algum jeito exato de contar essa história que começa e não sei se termina ou continua assim: Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto.''
(do livro: Dragões não conhecem o paraíso)
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Breve biografia:Caio Fernando Abreu nasceu em Santiago,RS,em 1948,e morreu em Porto Alegre em 1996.É considerado um dos maiores contistas brasileiros de todos os tempos.
Usando de sinceridade,uma de suas maiores armas na escrita,produziu estórias,contos adoráveis e encantadores,de uma forma simples.
''(...)O gosto por ambientes urbanos, a escrita angustiada e a temática da solidão compõem o quadro das características literárias de Caio, muitas vezes presentes em contos de caráter autobiográfico.Influenciada pela obra de Clarice Lispector, sua narrativa é uma sondagem da angústia e da solidão daqueles que vivem perdidos entre os imensos arranha-céus. Sua prosa introspectiva revela a pressão de se sentir sozinho, esmagado por uma realidade opressiva que não faz a menor questão de estimular alguém a permanecer vivo. Em seus textos, há também a presença de uma radiografia dos sentimentos e das relações amorosas, com especial apego aos deslizes e incertezas.''
(Fonte:um site do PSTU)
Fica claro que tem muito dele mesmo em seus textos.Caio F. costumava se doar muito ao escrever,descrevendo minunciosamente sentimentos ele dá a sua escrita uma particular sensação de biografia,atraindo os leitores quando estes se identificam com os cenários e personagens descritos.
Bibliografia:
-Girassóis
-Ovelhas Negras
-Pequenas Epifanias
-O Ovo apunhalado
-Morangos Mofados
-etc.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Paulo Leminski
A LUA NO CINEMAA lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor
____________________________________________________________
Precisamos situar e entender a importância da obra de Paulo Leminski a partir de dois eixos fundamentais, que marcam a sua formação literária: o concretismo e a contracultura dos anos 60/70. Na obra de Leminski estas duas informações estéticas se fundem e adquirem uma nova dimensão, que fazem com que ele seja fundador de um novo e único momento na poesia brasileira da segunda metade do século.
[...]
Fonte:http://www.kakinet.com/caqui/leminski.htm
P.Leminski veio pra fazer a diferença no mundo literário.Inovando,recriando,traduzindo,se tornou um dos grandes nomes na Poesia Marginal.
Aquela que foge de estilos,rimas ricas ou pobres,que foge do tradicional.A poesia que veio pra criticar o sistema político,que veio para criticar o preconceito,escancarando relações,vícios e atitudes...
sábado, 15 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Como se adaptar à reforma ortográfica?
''Já reparei outro dia
Que o teu nome, ó Yvone
Na nova ortografia
Já perdeu o picilone''
Composto em 1931 por Noel Rosa, em homenagem à irmã de um amigo seu, o samba Picilone faz referência ao acordo ortográfico de 1931, assinado pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia de Ciências de Lisboa. O Poeta da Vila, atento que era às mudanças de seu tempo, registrou a saída das letras K, W, Y do alfabeto brasileiro. A partir de janeiro de 2009, por conta do novo acordo ortográfico entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, essas letras serão reintegradas ao abecedário do Brasil, dentre uma série de mudanças na ortografia que deverá ser respeitada por todos os países lusófonos. Em vez de escrever "idéia", você grafará "ideia". No lugar de "vôo", "voo"; de "pára-quedas", "paraquedas", além de excluir tremas, hífens e outros acentos do vocabulário.
Depois de incontáveis polêmicas acerca da necessidade e até da validade da reforma, o mercado editorial e os escritores começam a se preparar para lidar com as novas regras. A Companhia das Letras e a Record, duas das mais importantes editoras do país, já se programam para lançar, no início de 2009, a maioria de seus livros ajustados à nova ortografia.
Embora o volume de trabalho tenha aumentado muito, novos revisores e preparadores de texto ainda não foram contratados. "Ainda não chamamos mais profissionais. O que estamos fazendo é investir pesado na preparação dos nossos funcionários e colaboradores, com cursos e palestras", declara Sergio Windholz, diretor financeiro da Companhia das Letras.
Na Record, o processo de preparação segue no mesmo ritmo. Segundo Sérgio França, coordenador editorial da empresa, os funcionários da casa estão treinados e não se descarta a contratação de mais mão-de-obra. "Acho que precisaremos de mais profissionais, sim. A Record publica cerca de 600 reedições por ano e, para cada uma, serão pelo menos duas revisões. É um grande aumento nas atividades", diz França.
A trabalheira se deve à necessidade de revisar todos os livros por inteiro, tanto os que serão reeditados quanto os que estão na lista de lançamentos. Apesar de as alterações somarem cerca de 1,5% do total do texto aqui no Brasil - em Portugal, esse índice sobe para 3%, já que consoantes mudas deverão ser eliminadas de palavras como "facto" - é preciso examinar cuidadosamente todo o material. Windholz cita um exemplo: "Em duas edições de livros que entregamos recentemente ao governo, já com a ortografia corrigida, foi feita pelo menos uma alteração em mais de 90% das páginas".
Por conta desse processo trabalhoso e oneroso, livros lançados há pouco, ainda com a ortografia corrente, deverão permanecer nas livrarias até serem comprados. Ou ao menos até 2012, data em que acaba o período de transição entre as ortografias e passa a ser obrigatório seguir as novas regras à risca.
É o caso do novo romance do escritor Daniel Galera, Cordilheira, recém-lançado pela Companhia das Letras como parte do projeto Amores Expressos. "Se os exemplares desta obra esgotarem em quatro meses, é provável que façamos uma segunda edição sem as alterações, já que acabamos de lançá-la", prevê o diretor financeiro da Companhia das Letras. "Não vai ser possível reimprimir todos os livros na nova ortografia já em 2009. Temos até 2012 para fazer isso. Melhor corrigi-los aos poucos, principalmente por conta dos custos", comenta Windholz.
E esse custo de revisões e reedições seria repassado aos consumidores? Sérgio França, da Record, diz que não. "O mercado dos livros exige muito cuidado. Não pretendemos aumentar o preço dos exemplares por causa da reforma, até porque o valor a ser acrescentado por unidade seria muito pequeno".
Quanto aos escritores, cada um adota uma postura muito pessoal. Não há uma tendência que se sobreponha e, no geral, eles não parecem estar tão preocupados com as mudanças na língua. Antonio Prata, jovem escritor e cronista, titubeou ao ser questionado sobre a reforma. "Para falar a verdade, não tinha pensando sobre esse assunto ainda. Não sou a favor nem contra", diz. "Vou terminar meu livro, que vai ser lançado no ano que vem [também pelo projeto Amores Expressos] com a grafia a que estou acostumado. Já me confundo com essa ortografia! E acho que quem vai cuidar da adequação à reforma vai ser um revisor".
Já Sergio Sant'Anna, escritor que publicou seu primeiro livro em 1969, vai corrigir ele mesmo o romance que está preparando neste momento. Da mesma forma que alterou a grafia de Notas de Manfredo Rangel, Repórter, livro lançado em 1973, dois anos depois da última reforma ortográfica, ocorrida em 1971. "Essa vai ser uma preocupação para a fase de finalização do livro, depois que eu terminar de contar toda a história", diz Sant'Anna.
Para uma última revisão, o escritor poderá munir-se das versões atualizadas dos dicionários Aurélio e Houaiss e sair à caça de tremas, acentos e hífens que já serão obsoletos.
FONTE:http://bravonline.abril.uol.com.br/conteudo/assunto/assuntos_398887.shtml
Eu ainda sou contra essa reforma ORTOGRÁFICA,ao meu ver a reforma deveria ser no Ensino e nas Instituições(escolas,colégios,etc.)
A questão não é de ADAPTAÇÃO ,e sim de termos de REaprender Português!!!Como se não bastasse tantas aulas mecânicas as quais fomos submetidos, ainda querem tirar os pingos dos Us!!!!!!!!
E o que faremos com os hífens e acentos que custamos a aprender???Esteticamente falando, a coisa vai ficar feia!!!!!
Que o teu nome, ó Yvone
Na nova ortografia
Já perdeu o picilone''
Composto em 1931 por Noel Rosa, em homenagem à irmã de um amigo seu, o samba Picilone faz referência ao acordo ortográfico de 1931, assinado pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia de Ciências de Lisboa. O Poeta da Vila, atento que era às mudanças de seu tempo, registrou a saída das letras K, W, Y do alfabeto brasileiro. A partir de janeiro de 2009, por conta do novo acordo ortográfico entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, essas letras serão reintegradas ao abecedário do Brasil, dentre uma série de mudanças na ortografia que deverá ser respeitada por todos os países lusófonos. Em vez de escrever "idéia", você grafará "ideia". No lugar de "vôo", "voo"; de "pára-quedas", "paraquedas", além de excluir tremas, hífens e outros acentos do vocabulário.
Depois de incontáveis polêmicas acerca da necessidade e até da validade da reforma, o mercado editorial e os escritores começam a se preparar para lidar com as novas regras. A Companhia das Letras e a Record, duas das mais importantes editoras do país, já se programam para lançar, no início de 2009, a maioria de seus livros ajustados à nova ortografia.
Embora o volume de trabalho tenha aumentado muito, novos revisores e preparadores de texto ainda não foram contratados. "Ainda não chamamos mais profissionais. O que estamos fazendo é investir pesado na preparação dos nossos funcionários e colaboradores, com cursos e palestras", declara Sergio Windholz, diretor financeiro da Companhia das Letras.
Na Record, o processo de preparação segue no mesmo ritmo. Segundo Sérgio França, coordenador editorial da empresa, os funcionários da casa estão treinados e não se descarta a contratação de mais mão-de-obra. "Acho que precisaremos de mais profissionais, sim. A Record publica cerca de 600 reedições por ano e, para cada uma, serão pelo menos duas revisões. É um grande aumento nas atividades", diz França.
A trabalheira se deve à necessidade de revisar todos os livros por inteiro, tanto os que serão reeditados quanto os que estão na lista de lançamentos. Apesar de as alterações somarem cerca de 1,5% do total do texto aqui no Brasil - em Portugal, esse índice sobe para 3%, já que consoantes mudas deverão ser eliminadas de palavras como "facto" - é preciso examinar cuidadosamente todo o material. Windholz cita um exemplo: "Em duas edições de livros que entregamos recentemente ao governo, já com a ortografia corrigida, foi feita pelo menos uma alteração em mais de 90% das páginas".
Por conta desse processo trabalhoso e oneroso, livros lançados há pouco, ainda com a ortografia corrente, deverão permanecer nas livrarias até serem comprados. Ou ao menos até 2012, data em que acaba o período de transição entre as ortografias e passa a ser obrigatório seguir as novas regras à risca.
É o caso do novo romance do escritor Daniel Galera, Cordilheira, recém-lançado pela Companhia das Letras como parte do projeto Amores Expressos. "Se os exemplares desta obra esgotarem em quatro meses, é provável que façamos uma segunda edição sem as alterações, já que acabamos de lançá-la", prevê o diretor financeiro da Companhia das Letras. "Não vai ser possível reimprimir todos os livros na nova ortografia já em 2009. Temos até 2012 para fazer isso. Melhor corrigi-los aos poucos, principalmente por conta dos custos", comenta Windholz.
E esse custo de revisões e reedições seria repassado aos consumidores? Sérgio França, da Record, diz que não. "O mercado dos livros exige muito cuidado. Não pretendemos aumentar o preço dos exemplares por causa da reforma, até porque o valor a ser acrescentado por unidade seria muito pequeno".
Quanto aos escritores, cada um adota uma postura muito pessoal. Não há uma tendência que se sobreponha e, no geral, eles não parecem estar tão preocupados com as mudanças na língua. Antonio Prata, jovem escritor e cronista, titubeou ao ser questionado sobre a reforma. "Para falar a verdade, não tinha pensando sobre esse assunto ainda. Não sou a favor nem contra", diz. "Vou terminar meu livro, que vai ser lançado no ano que vem [também pelo projeto Amores Expressos] com a grafia a que estou acostumado. Já me confundo com essa ortografia! E acho que quem vai cuidar da adequação à reforma vai ser um revisor".
Já Sergio Sant'Anna, escritor que publicou seu primeiro livro em 1969, vai corrigir ele mesmo o romance que está preparando neste momento. Da mesma forma que alterou a grafia de Notas de Manfredo Rangel, Repórter, livro lançado em 1973, dois anos depois da última reforma ortográfica, ocorrida em 1971. "Essa vai ser uma preocupação para a fase de finalização do livro, depois que eu terminar de contar toda a história", diz Sant'Anna.
Para uma última revisão, o escritor poderá munir-se das versões atualizadas dos dicionários Aurélio e Houaiss e sair à caça de tremas, acentos e hífens que já serão obsoletos.
FONTE:http://bravonline.abril.uol.com.br/conteudo/assunto/assuntos_398887.shtml
Eu ainda sou contra essa reforma ORTOGRÁFICA,ao meu ver a reforma deveria ser no Ensino e nas Instituições(escolas,colégios,etc.)
A questão não é de ADAPTAÇÃO ,e sim de termos de REaprender Português!!!Como se não bastasse tantas aulas mecânicas as quais fomos submetidos, ainda querem tirar os pingos dos Us!!!!!!!!
E o que faremos com os hífens e acentos que custamos a aprender???Esteticamente falando, a coisa vai ficar feia!!!!!
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